A entrevista é fundamental no Serviço Social, pois é um
diálogo e este diálogo reproduz o conhecimento, portanto ela será utilizada em
projetos de intervenção.
É importante que em uma entrevista haja o domínio da
técnica, pois o roteiro não é um instrumental, não é um questionário, há de se
considerar o contato pessoal, a relação com o outro. Considerando a relação
assimétrica entre o entrevistador e o entrevistado, devem ser pensados
mecanismos que deixem o entrevistado à vontade.
É de extrema importância que desde o início o
entrevistado tenha conhecimento sobre os objetivos a que se quer chegar com a entrevista,
não deve haver constrangimento, o entrevistador não deve ficar testando, como
se houvesse desconfiança, para ver se o entrevistado cai em contradição.
Dados objetivos, apresentados através de gráficos ou
mapas, são frios não deixam transparecer claramente o pensamento do outro, por
isso para o conhecimento da realidade é fundamental a entrevista. A objetividade
oculta o dado em si, somente com o aprofundamento da questão, analisando é que
é possível diagnosticar a realidade.
O entrevistador, portanto deve se fazer interpretar de
forma real e coerente, utilizando linguagens compatíveis com a do entrevistado
e reconhecendo o limite de suas ações, para assim construir uma relação de
confiança e atingir o objetivo da entrevista.
(Carol Barreto)
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