terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Trabalho com grupos



     
 Na aula do dia 13/11/2014 foi abordado o instrumental técnico-operativos do Serviço Social chamado “trabalho com grupos”. Pelo o que foi discutido em sala de aula, podemos identificar esse instrumental como uma dinâmica de grupo e que tem por objetivo “levantar um debate sobre determinado tema com um número maior de usuários, bem como atender um maior número de pessoas que estejam vivenciando situações parecidas” (TONIOLO, 2008, p.127). O trabalho com grupos combina tanto o conhecimento teórico-metodológico do Assistente Social quanto a intervenção deste. O profissional deve somente direcionar e ser um facilitador do debate para colher maior e melhores informações e, assim, não interromper o grupo de discussão. Para a realização do trabalho com grupos, o Assistente Social deve fazer um planejamento prévio de como será feito a abordagem do tema e como irá direcionar o debate (é importante até mesmo ver um local adequado para a realização da dinâmica). É interessante ter elementos que aproximem os grupos e é importante frisar que o sujeito individual não pode ser anulado pelo grupo. A partir desse instrumental, o profissional de Serviço Social estará promovendo a cidadania e ao mesmo tempo coletando dados que podem ser usados na formulação e aprimoramento de políticas sociais.
Para que fique mais claro o que foi dito anteriormente, usarei do seguinte exemplo:
    Um Assistente Social, a partir do mapeamento e observação de determinado território, constata diferentes casos de negligência familiar com relação ao idoso. Com isso, o Assistente Social junto a uma equipe multidisciplinar e interdisciplinar, poderá tentar promover dentro daquele território um debate com esses idosos sobre a percepção que eles possuem da família no trato com eles, utilizando, assim, o trabalho com grupo (dinâmica de grupo), a fim de melhor esclarecimento do estatuto idoso que lhes resguarda direitos sociais.
       Outro exemplo em que o trabalho com grupos pode ser utilizado é em prol do próprio Assistente Social:

Assistentes Sociais que trabalham em determinado local e sofrem com o excesso de demandas e acabam, também, por internalizar e se sensibilizar com grande frequência com as situações dos usários. A partir desta constatação, o Assistente Social coordenar poderia utilizar o trabalho com grupo para promover uma discussão sobre como a equipe está se sentindo em relação ao seu trabalho, com o objetivo de tentar buscar uma saída para amenizar o estresse coletivo e possíveis casos psicológicos de forma grupal. Seria interessante, até mesmo, levantar essa questão com o CRESS para fazer o debate com a categoria para analisar se tal situação abrange a maioria dos profissionais ou se é “exclusivo” de determinada área e/ou local de trabalho. Sendo assim, o problema que poderia ser tratado individualmente, passa a ser tratado coletivamente, de modo a atingir um número cada vez maior de profissionais do Serviço Social que se identificam com aquela situação.
                                                                                   (Marcela Negrões)

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